
Poem by Pedro Parga in Portuguese, with translation into English by Enzo Martinelli
🇧🇷 Carnaval
A vida, hoje, é uma correria. Cada um tem o seu Carnaval, a sua poesia, sua dose de catarse, seu modo de sobreviver ao dia-a-dia. A vida vem sendo cheias de hierarquias, Uns pisam nos outros, recitam suas fidalguias, Mas argumentam meritocracias. Cada um tem sua bebida, as suas poesias, suas doses de catarses, sua forma de lidar com suas melancolias. Tudo virando mercadoria: Água, saúde, educação, até nossa alegria, nossa sobrevivência, vida e energia. Comércio de religião e até de poesia. Sarau na praça para fugir desta mesquinharia. O fundamentalismo cresce a cada dia, Homília de regras de genêros e LGBTfobia. Nossos corpos controlados pela Bíblia, sendo transformados em patologia. Querem nos embebedar com suas hipocrisias, ao ódio fazem apologia. Cada um tem suas romarias, A parada é nossa poesia, nosso Carnaval feito à revelia, nossa catarse, rebeldia. O meio ambiente em agonia, Virando ouro para a oligarquia, o canto dos pássaros era música e poesia, nos resta a catarse para viver essa agonia. Muitos morrem nesta pandemia, Governos autoritoritários querem eugenia, as estatisticas viram ficção ou fantasia, Vacinas criticadas por tiranias. Nos resta rimar para derrubar a autocracia, para sobreviver a distopia, para revelar nossa ousadia. Vamos fugir desta orgia de ódio, celebrar a boêmia, dançar o Carnaval e fazer folia, quando passar a epidemia. Sarau para sobreviver a essa porcaria, Celebrar catarse em sinfonia, Celebrar a gira, comemorar a liberdade e a alforria. Jongo, Maculelê, capoeira e poesia. Muita ginga e manha para levar o dia-a-dia.
de Pedro Parga
Pedro Parga é historiador e profesor carioca. Ele escreve poesia e é gay.
Outros poemas de Pedro Parga neste blog:
- Código de cores
- InTRANSponivel
- Boneca de trapos
- Nascendo gay
- Competiçaös de passarinhos
- Sexo é para reproduzir
- Sinhazinha
🇬🇧 Carnival
Today, life is a rush. Each has their Carnival, their poetry, their dose of catharsis, their way of surviving day-to-day life. Life has been full of hierarchies, Some step on each other, recite their belonging, But they argue meritocracies. Each has their drink, their poetry, their catharsis doses, their way of dealing with their melancholy. Everything becoming merchandise: Water, health, education, even our joy, our survival, life and energy. Trade in religion and even poetry. Soiree in the square to escape this meanness. Fundamentalism grows every day, Homily of gender rules and LGBT phobia. Our bodies controlled by the Bible, being transformed into pathology. They want to get us drunk with their hypocrisies, hatred make an apology. Each has their pilgrimages, The stop is our poetry, our Carnival done by default, our catharsis, rebellion. The environment in agony, Turning gold to the oligarchy, birdsong was music and poetry, we are left with catharsis to live this agony. Many die in this pandemic, Authoritarian governments want eugenics, statistics become fiction or fantasy, Vaccines criticized for tyrannies. We can only rhyme to overthrow the autocracy, to survive dystopia, to reveal our boldness. Let's get away from this orgy of hate, celebrate bohemia, dance Carnival and revel, when the epidemic passes. Soiree to survive this crap, Celebrate catharsis in symphony, Celebrate the change, celebrate freedom and emancipation. Jongo, Maculelê, capoeira and poetry. A lot of swing and trick to take the day to day.
By Pedro Parga
translation by Enzo Martinelli
Pedro Parga is a historian and professor in Rio de Janeiro, Brazil. He writes poetry and is gay.
Other poems by Pedro Parga in this blog:
- Código de cores
- InTRANSponivel
- Boneca de trapos
- Nascendo gay
- Competiçaös de passarinhos
- Sexo é para reproduzir
- Sinhazinha

